Na última década, a Grécia gastou bem mais do que podia e pediu empréstimos volumosos para financiar suas despesas. O resultado é que o país ficou refém da crescente dívida. Nesse período, os gastos públicos dispararam, com os salários do funcionalismo praticamente dobrando. A arrecadação do governo não acompanhou o ritmo, com evasão de impostos.
Atualmente, a dívida grega supera, em muito, o limite de 60% do PIB estabelecido pelo pacto assinado pelo país para fazer parte do euro. Atualmente, a Grécia deve um total de € 271 bilhões, segundo a BBC. A origem da atual crise se deu há dez anos, quando foi revelado por autoridades da Europa que o país havia maquiado suas contas ao longo de vários anos para conseguir entrar na zona do euro.
ZONA DO EURO
Em 1998, onze Estados-membros da União Europeia estabeleceram um conjunto de critérios de convergência para a adoção do euro, tendo sido oficialmente criada a Zona Euro, a 1 de Janeiro de 1999 com a introdução da moeda. Naquela data, as notas e peças metálicas começaram a ser fabricadas em 11 países (Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal). A nova moeda passou a circular desde 1 de Janeiro de 2002.
A Grécia ingressou na Zona Euro a 1 de janeiro de 2001; a Eslovenia, a 1 de janeiro de 2007; Chipre e Malta, a 1 de janeiro de 2008; a Eslováquia, a 1 de janeiro de 2009; a Estónia a 1 de janeiro de 2011, a Letónia em 1 de janeiro de 2014, e a Lituánia em 1 de janeiro de 2015. Atualmente, dos 28 Estados-membros da União Europeia, 19 adotam o euro como a moeda oficial. A população total da Zona Euro supera os 323 milhões de habitantes.
Fonte
-g1.globo.com
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