sexta-feira, 24 de julho de 2015

BRICS


O BRICS é um agrupamento econômico atualmente composto por cinco países: Brasil, Rússia,Índia, China e África do Sul. Não se trata de um bloco econômico ou uma instituição internacional, mas de um mecanismo internacional na forma de um agrupamento informal, ou seja, não registrado burocraticamente com estatuto e carta de princípios.

Em 2001, o economista Jim O’Neil formulou a expressão BRICs (com “s” minúsculo no final para designar o plural de BRIC), utilizando as iniciais dos quatro países considerados emergentes, que possuíam potencial econômico para superar as grandes potências mundiais em um período de, no máximo, cinquenta anos.
O que era, no início, apenas uma classificação utilizada por economistas e cientistas políticos para designar um grupo de países com características econômicas em comum, passou, a partir de 2006, a ser um mecanismo internacional. Isso porque Brasil, Rússia, Índia e China decidiram dar um caráter diplomático a essa expressão na 61º Assembleia Geral das Nações Unidas, o que propiciou a realização de ações econômicas coletivas por parte desses países, bem como uma maior comunicação entre eles.
A partir do ano de 2011, a África do Sul também foi oficialmente incorporada ao BRIC, que passou então a se chamar BRICS, com o “S” maiúsculo no final para designar o ingresso do novo membro (o “S” vem do nome do país em Inglês: South Africa).

Atualmente, os BRICS são detentores de mais de 21% do PIB mundial, formando o grupo de países que mais crescem no planeta. Além disso, representam 42% da população mundial, 45% da força de trabalho e o maior poder de consumo do mundo. Destacam-se também pela abundância de suas riquezas nacionais e as condições favoráveis que atualmente apresentam para explorá-las.

BRICS desafiam a ordem econômica internacional


Durante a V Cúpula do BRICS, em 27 de Março de 2013, os países do eixo decidiram pela criação de um Banco Internacional do grupo, o que desagradou profundamente os Estados Unidos e a Inglaterra, países responsáveis pelo FMI e Banco Mundial, respectivamente. A decisão sobre o banco do BRICS ainda não foi oficializada, mas deve se concretizar nos próximos anos. A ideia é fomentar e garantir o desenvolvimento da economia dos países-membros do BRICS e de demais nações subdesenvolvidas ou em desenvolvimento.
Outra medida que também não agradou aos EUA e Reino Unido foi a criação de um contingente de reserva no valor de 100 bilhões de dólares. Tal medida foi tomada com o objetivo de garantir a estabilidade econômica dos 5 países que fazem parte do grupo.
Com essas decisões, é possível perceber a importância econômica e política desse grupo, assim como também é possível vislumbrar a emergência de uma rivalidade entre o BRICS, os EUA e a União Europeia.

Imagens




Fontes


-https://pt.wikipedia.org/wiki/BRICS
-http://www.itamaraty.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3672&catid=159&Itemid=436&lang=pt-BR
-http://www.suapesquisa.com/pesquisa/bric.htm

Países Lusófonos

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é uma organização internacional formada por países lusófonos, cujo objetivo é o "aprofundamento da amizade mútua e da cooperação entre os seus membros". A sua sede fica em Lisboa, Portugal, e o seu atual Secretário Executivo é Murade Isaac Murargy, de Moçambique, sendo que é Georgina Benrós de Mello, natural de Cabo Verde, quem atualmente ocupa o cargo de Diretor Geral. A organização promove a data de 5 de Maio como Dia da Língua Portuguesa e da Cultura, celebrado em todo o espaço lusófono, e os Jogos da CPLP, evento desportivo que reúne todos os membros da organização.

História

A CPLP foi criada em 17 de Julho de 1996 por AngolaBrasilCabo VerdeGuiné-BissauMoçambiquePortugal e São Tomé e Príncipe. No ano de 2002, após conquistar independência, Timor Leste foi acolhido como país integrante. Na atualidade, são nove os países integrantes da CPLP.

Apesar da iniciativa, a CPLP é uma organização recente que pretende pôr em prática os objetivos de integração dos territórios lusófonos. Em 2005, numa reunião em Luanda, Angola, a CPLP decidiu que no dia 5 de Maio seria comemorado o Dia da Cultura Lusófona pelo mundo.

No decorrer da VI Conferência de Chefes de Estado e de Governo realizada em Bissau em Julho de 2006, foram admitidos dois observadores associados: a Guiné Equatorial e as Maurícias. Na Cimeira de Lisboa, que teve lugar no dia 25 de Julho de 2008, foi a vez da formalização da admissão do Senegal como observador associado.

Em 2014, na X Cimeira da CPLP em Díli, Timor Leste, a Guiné Equatorial, através de um consenso, tornou-se num membro de pleno direito da CPLP.

Membros




Fontes

-https://pt.wikipedia.org/wiki/Lusofonia

-http://www.portugues.com.br/gramatica/mundo-lusofono.html




quarta-feira, 22 de julho de 2015

Zona do Euro e Crise da Grécia: Notícia

      A Grécia enfrenta "uma queda de braço" com os credores de sua dívida (União Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu). O impasse tem gerado o temor de que o país deixe a zona do euro e até mesmo o bloco da União Europeia.

      Na última década, a Grécia gastou bem mais do que podia e pediu empréstimos volumosos para financiar suas despesas. O resultado é que o país ficou refém da crescente dívida. Nesse período, os gastos públicos dispararam, com os salários do funcionalismo praticamente dobrando. A arrecadação do governo não acompanhou o ritmo, com evasão de impostos.

          

      Atualmente, a dívida grega supera, em muito, o limite de 60% do PIB estabelecido pelo pacto assinado pelo país para fazer parte do euro. Atualmente, a Grécia deve um total de € 271 bilhões, segundo a BBC. A origem da atual crise se deu há dez anos, quando foi revelado por autoridades da Europa que o país havia maquiado suas contas ao longo de vários anos para conseguir entrar na zona do euro.


      ZONA DO EURO



           

      Em 1998, onze Estados-membros da União Europeia estabeleceram um conjunto de critérios de convergência para a adoção do euro, tendo sido oficialmente criada a Zona Euro, a 1 de Janeiro de 1999 com a introdução da moeda. Naquela data, as notas e peças metálicas começaram a ser fabricadas em 11 países (Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal). A nova moeda passou a circular desde 1 de Janeiro de 2002.

          

      A Grécia ingressou na Zona Euro a 1 de janeiro de 2001; a Eslovenia, a 1 de janeiro de 2007; Chipre e Malta, a 1 de janeiro de 2008; a Eslováquia, a 1 de janeiro de 2009; a Estónia a 1 de janeiro de 2011, a Letónia em 1 de janeiro de 2014, e a Lituánia em 1 de janeiro de 2015. Atualmente, dos 28 Estados-membros da União Europeia, 19 adotam o euro como a moeda oficial. A população total da Zona Euro supera os 323 milhões de habitantes.


      Fonte

-g1.globo.com
         


      
          

Países Subdesenvolvidos


      O conceito de subdesenvolvimento foi divulgado durante a década de 1960, graças aos meios de comunicação em massa que citavam como problema a fome no terceiro mundo, as guerras, as ditaduras, etc. Nesta época o subdesenvolvimento era compreendido como uma consequência do baixo consumo.

      A seguir, uma relação de características (que usualmente são explicações e desculpas do porquê de um país estar subdesenvolvido) de tais países: Em primeiro lugar, seus habitantes apenas dispõem do necessário. O conceito de necessário se amplia na sociedade capitalista de consumo de massas. É a velha teoria que vincula o desenvolvimento e o consumo com o crescimento econômico. É um conceito relativo que se amplia com o desenvolvimento econômico.
            
      Outra característica é a sub-produção do tipo capitalista. Os recursos não são aproveitados. Segundo esta afirmação, só é possível produzir em fábricas da forma capitalista, consumindo os recursos de maneira predadora. Mas o conceito de recurso é algo que muda com a tecnologia, e as possibilidades que uma determinada sociedade tem de utilizá-lo.
           
      Outra característica de país subdesenvolvido é seu alto crescimento demográfico, devido a causas endógenas. Existe a crença de que altas taxas de crescimento da população impedem o desenvolvimento econômico. Isto, que pode ser verdadeiro em escala familiar a curto prazo, não o é em escala nacional, visto que uma grande população garante a mão de obra abundante e barata que, além de tudo, é consumidora. Se a população é majoritariamente dependente é em razão da falta de investimentos e não graças ao elevado índice de povoamento.
           
      Outra característica dos países subdesenvolvidos é a dependência econômica dos países desenvolvidos, em uma nova espécie de colonialismo, segundo o qual o investimento industrial e os canais de comercialização dos produtos estão nas mãos dos países ricos. O baixo índice de investimento implica em pouca industrialização, que depende do exterior, e que, em última análise, leva embora os benefícios do capital.
          
      De qualquer maneira, o que caracteriza um país subdesenvolvido são as seguintes situações: falta de alimentos, déficit social, elevado percentual de agricultores, recursos não explorados, analfabetismo, falta de classe média consumista, incompetência industrial, hipertrofia do setor terciário, PIB baixo, desemprego, trabalho infantil, subordinação econômica e desigualdade social.


      Vale lembrar que estas características dos países subdesenvolvidos são os efeitos que uma economia subdesenvolvida produz em uma população, não suas causas. É o fruto da desigualdade intrínseca que o sistema capitalista introduz, que tende a acumular capital em alguns países em detrimento de outros.


      A maioria dos países desenvolvidos são da África do Sul com 34 países subdesenvolvidos, como por exemplo a Angola, Madagascar, etc.


      Fonte


-www.infoescola.com

Países Desenvolvidos


             
      Quando nos referimos a países desenvolvidos falamos sobre países que conseguiram um alto índice de industrialização, e que desfrutam de um alto padrão de vida, possível graças à riqueza e à tecnologia, esta tem um papel fundamental no nível de desenvolvimento de determinado país.

             
      Os países desenvolvidos são diferentes dos subdesenvolvidos porque: seus   habitantes possuem uma melhor qualidade de vida; utilizam seus recursos de tal forma que sejam suficientes para atender às necessidades do país; a qualidade dos seus produtos manufaturados é elevada; têm ordem econômica; os serviços são bem distribuídos no país e entre as pessoas e, acima de tudo, a população trabalha de forma totalmente eficaz.

           
      O desenvolvimento é classificado como um processo de uma sucessão de mudanças que alteram o ritmo e a estrutura de um determinado sistema, tornando seus potenciais mais ágeis. Os países desenvolvidos têm um crescimento da renda per capita que vai acompanhado de transformações no funcionamento do sistema econômico e, ao mesmo tempo, são observadas mudanças sociais, políticas e culturais que modificam amplamente a estrutura social deste ou daquele país.

           
      Até pouco tempo, o desenvolvimento estava vinculado somente ao crescimento econômico em termos de aumento do PIB de um país, que, aliás, nos países desenvolvidos ultrapassa os 10.000 dólares/ano. Portanto supunha-se que todo o esforço deveria ser feito neste sentido. Verificou-se, porém, que a relação entre o aumento do PIB e a melhoria da qualidade de vida das pessoas não era verdadeiro em muitos casos. É preciso levar em conta a distribuição das riquezas.

         
      Existem outras formas de constatar se um país é ou não desenvolvido, são elas: maior bem-estar material; melhor nível educacional; maior igualdade de oportunidades; melhores níveis de alimentação; maior resistência às doenças; elevado nível de consumo por boa parte da população; maior desenvolvimento físico e mental e maior tempo para o ócio.

         
      Os países mais desenvolvidos são principalmente grande parte dos países europeus, Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália e Nova Zelândia.




      Fonte


-http://www.infoescola.com/

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Biodiversidade

      O que é BIODIVERSIDADE?


     
      A biodiversidade cujo termo muito utilizado pelos biólogos desde 1986, biodiversidade pode ser definida como a variabilidade entre os seres vivos de todas as origens, a terrestre, a marinha e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos dos quais fazem parte.
      
      Isso incluía variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna, de fungos macroscópicos e desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, habitat e ecossistemas formados pelos organismos.
     
      Por exemplo, pense na maçã. Trata-se de uma fruta muito comum nas regiões de clima temperado. É bonita, deliciosa, suculenta, refrescante e cheia de nutrientes vitais. Sabia que, no mundo todo, há cerca de 7.500 variedades de maçã? Existem maçãs das mais variadas cores (vermelhas, douradas, amarelas, verdes) e tamanhos (algumas são pouco maiores que uma cereja; outras, pouco menores que um coco). Uma semente de maçã parece insignificante. Mas quando cresce se torna uma das árvores mais bonitas que existe. Na primavera, a macieira fica coberta por um lindíssimo manto de flores; no outono, produz os frutos. A produção média anual de uma macieira – que dá frutos por cerca de 75 anos – é suficiente para encher 20 caixotes de quase 20 quilos cada um!
      
      Por meio de um pequeno exemplo, conseguimos ver a grande diversidade que a natureza nos proporciona em todos os sentidos, porém não enxergamos de maneira clara o seu importante papel para a nossa vida, e é esse importante papel que veremos no próximo subtítulo.

      Qual é a sua importância e seus usos?


      A biodiversidade é fonte primária de recursos, fornecendo comida (Colheitas, animais domésticos, recursos florestais e peixes), fibras para roupas, madeira para construções, remédios e energia. Esta “diversidade de colheitas” é também chamada agrobiodiversidade.
      
      Os ecossistemas também nos fornecem “suportes de produção” (fertilidade do solo, polinizadores, decompositores de resíduos, etc.) e “serviços” como purificação do ar e da água, moderação do clima, controle de inundações, secas e outros desastres ambientais.
      
      Se os recursos naturais são de interesse econômico para o homem, a importância econômica da biodiversidade é também crescentemente percebida. Novos produtos são desenvolvidos graças às biotecnologias, também um campo de trabalho e lucro. É necessário estabelecer um manejo sustentável destes recursos.

      Qual é o seu valor econômico?


      
      O Biólogo Edward Osborne Wilson descreve que a biodiversidade é uma das maiores riquezas do planeta, e, entretanto, é a menos reconhecida com tal. De acordo com um conceito do gerenciamento de recursos biológicos seria necessário uma distribuição da riqueza da Biodiversidade. Estes valores podem ser divididos entre:

      # Valor intrínseco – Todas as espécies são importantes intrinsecamente, por uma questão de ética.
      # Valor funcional – Cada espécie tem um papel funcional no ecossistema. Por exemplo, predadores regulam a população das presas, plantas fotossintetizantes balanceiam o gás carbônico, etc.
      # Valor de uso direto – Muitas espécies são utilizadas diretamente pela sociedade humana, como alimentos ou matérias primas na produção de bens.
      # Valor de uso indireto - Outras espécies são indiretamente utilizadas pela sociedade. Como, a criação de abelhas em plantações que polinizam, resultando numa melhor produção.
      # Valor potencial – Muitas espécies podem futuramente ter uso direto, no caso de espécies de plantas que possuem princípios ativos que desenvolvem medicamentos.

      Uma publicação da Nature em 1997, Constanza e colaboradores estimaram o valor dos serviços prestados pela natureza. O trabalho envolveu vários serviços e chegou a uma média de US$ 33.000.000.000.000,00 (trinta e três trilhões de dólares) por ano.

      
      Fontes


-http://www.infoescola.com/geografia/biodiversidade/
-http://www.brasilescola.com/geografia/biodiversidade.htm

Biotecnologia

      O que é biotecnologia?


      A Biotecnologia pode ser definida como o uso de conhecimentos sobre os processos biológicos e sobre as propriedades dos seres vivos, com o fim de resolver problemas e criar produtos de utilidade.É uma tecnologia baseada na biologia, especialmente quando usada na agriculturaciência dos alimentos e medicina.


      Qual é a sua importância?


      A biotecnologia consiste em um conjunto de práticas relacionadas à interações biológicas que possam originar substâncias, formas de produção ou até mesmo novas espécies. No que diz respeito à criação de novas espécies, podemos citar a engenharia genética como o grande pilar dessa área da biotecnologia.

      A engenharia genética compreende um conjunto de técnicas que visam o aprimoramento ou estruturação genética de determinada espécie de vegetal ou animal conforme as necessidades científicas. Apesar de ser constantemente alvo de acusações polêmicas, a engenharia genética já apresentou inúmeras contribuições para a sociedade.

      Do ponto de vista mais prático a engenharia genética em plantas procura adequar o DNA do vegetal para diversas finalidades como, por exemplo, resistência a pragas e doenças, tolerância a solos pobres em nutrientes, aumento do valor nutritivo, tolerância a altas e baixas temperaturas, aumento de produtividade, fibras mais resistentes, produção de diversos fármacos entre outras aplicações, tudo isso a partir da recombinação do material genético do vegetal.

      Em animais a biotecnologia atua de maneira menos incisiva, em especial pelas diversas críticas sobre o sofrimento dos animais e os limites da ciência. Apesar dessas críticas alguns estudos obtiveram alguns resultados como animais com características genéticas humanas para testes de medicamentos, produção de proteínas, hormônios e até mesmo leite com propriedades medicinais. Os gados de corte atuais em sua maioria são resultados de recombinações genéticas que visam espécies mais produtivas.

      Apesar de diversas polêmicas em alguns aspectos a biotecnologia e a engenharia genética tornaram-se importantes ferramentas de pesquisa e desenvolvimento, que se utilizadas de forma consciente certamente ajudarão a sociedade em diversos aspectos.



      Qual é o valor de mercado?



      Dados mostram quão promissora é este mercado; veja abaixo os link:


-http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,AA1312957-5604,00.html


      Fontes


-http://www.brasilescola.com/biologia/biotecnologia.htm



-http://www.infoescola.com/biologia/biotecnologia/

terça-feira, 23 de junho de 2015

PIB


      O que é PIB



      PIB é a sigla para Produto Interno Bruto, e representa a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região, durante um período determinado.
      
      O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia, e tem o objetivo principal de mensurar a atividade econômica de uma região. Na contagem do PIB, considera-se apenas bens e serviços finais, excluindo da conta todos os bens de consumo intermediários.      
      Para analisar o comportamento do PIB de um país é preciso diferenciar o PIB nominal do PIB real. PIB nominal calcula a preços correntes, ou seja, no ano em que o produto foi produzido e comercializado, e PIB real é calculado a preços constantes, onde é escolhido um ano-base para eliminar o efeito da inflação, e o PIB real é o mais indicado para análises.      
      O PIB pode ser calculado a partir de três óticas: a ótica da despesa, a ótica da oferta e a ótica do rendimento. Na ótica da despesa, o valor do PIB é calculado a partir das despesas efetuadas pelos diversos agentes econômicos em bens e serviços para utilização final, e corresponderá à despesa interna, que inclui a despesa das famílias e do Estado em bens de consumo e a despesa das empresas em investimentos.      
      Na ótica da oferta, o valor do PIB é calculado a partir do valor gerado em cada uma das empresas que operam na economia. Já na ótica do rendimento, o valor do PIB é calculado a partir dos rendimentos de fatores produtivos distribuídos pelas empresas, ou seja, a soma dos rendimentos do fator trabalho com os rendimentos de outros fatores produtivos.


Fontes


-http://www.suapesquisa.com/

Blocos Econômicos


      Introdução


      Com a economia mundial globalizada, a tendência comercial é a formação de blocos econômicos. Estes são criados com a finalidade de facilitar o comércio entre os países membros. Adotam redução ou isenção de impostos ou de tarifas alfandegárias e buscam soluções em comum para problemas comerciais.


      Em tese, o comércio entre os países constituintes de um bloco econômico aumenta e gera crescimento econômico para os países. Geralmente estes blocos são formados por países vizinhos ou que possuam afinidades culturais ou comerciais. Esta é a nova tendência mundial, pois cada vez mais o comércio entre blocos econômicos cresce. Economistas afirmam que ficar de fora de um bloco econômico é viver isolado do mundo comercial.


      Veremos abaixo uma relação dos principais blocos econômicos da atualidade e suas características. UNIÃO EUROPEIA


      A União Europeia ( UE ) foi oficializada no ano de 1992, através do Tratado de Maastricht. Este bloco é formado pelos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos (Holanda), Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia e Suécia. Este bloco possui uma moeda única que é o EURO, um sistema financeiro e bancário comum. Os cidadãos dos países membros são também cidadãos da União Europeia e, portanto, podem circular e estabelecer residência livremente pelos países da União Europeia.

      A União Europeia também possui políticas trabalhistas, de defesa, de combate ao crime e de imigração em comum. A UE possui os seguintes órgãos : Comissão Europeia, Parlamento Europeu e Conselho de Ministros.



      NAFTA


      Fazem parte do NAFTA ( Tratado Norte-Americano de Livre Comércio ) os seguintes países: Estados Unidos, México e Canadá. Começou a funcionar no início de 1994 e oferece aos países membros vantagens no acesso aos mercados dos países. Estabeleceu o fim das barreiras alfandegárias, regras comerciais em comum, proteção comercial e padrões e leis financeiras. Não é uma zona livre de comércio, porém reduziu tarifas de aproximadamente 20 mil produtos.



      MERCOSUL


      O Mercosul (Mercado Comum do Sul) foi oficialmente estabelecido em março de 1991. É formado pelos seguintes países da América do Sul: Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina e Venezuela. Futuramente, estuda-se a entrada de novos membros, como o Chile e a Bolívia. O objetivo principal do Mercosul é eliminar as barreiras comerciais entre os países, aumentando o comércio entre eles. Outro objetivo é estabelecer tarifa zero entre os países e num futuro próximo, uma moeda única.



      PACTO ANDINO - COMUNIDADE ANDINA DE NAÇÕES


      Outro bloco econômico da América do Sul é formado por: Bolívia, Colômbia, Equador e Peru. Foi criado no ano de 1969 para integrar economicamente os países membros. As relações comerciais entre os países membros chegam a valores importantes, embora os Estados Unidos sejam o principal parceiro econômico do bloco.



      APEC


      A APEC (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico) foi criada em 1993 na Conferência de Seattle (Estados Unidos da América). Integram este bloco econômicos os seguintes países: Estados Unidos da América, Japão, China, Formosa (também conhecida como Taiwan), Coreia do Sul, Hong Kong (região administrativa especial da China), Cingapura,Malásia, Tailândia, Indonésia, Brunei, Filipinas, Austrália, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Canadá, México, Rússia, Peru, Vietnã e Chile. Somadas as produções industriais de todos os países, chega-se a metade de toda produção mundial. Quando estiver em pleno funcionamento (previsão para 2020), será o maior bloco econômico do mundo.


      ASEAN


      A ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) foi criada em 8 de agosto de 1967. É composta por dez países do sudeste asiático (Tailândia, Filipinas, Malásia, Cingapura, Indonésia, Brunei, Vietnã, Mianmar, Laos, Camboja).


      SADC


      A SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral) foi criada em 17 de outubro de 1992 e é formada por 15 países da região sul do continente africano.


      MCCA


      Criado em 1960, o MCCA (Mercado Comum Centro-Americano) é o bloco econômico da região da América Central, cujo principal objetivo é a integração econômica entre os países-membros (Nicarágua, Guatemala, El Salvador, Honduras e Costa Rica).



      Aliança do Pacífico


      Criado em junho de 2012, este bloco econômico latino-americano é composto por México, Colômbia, Peru e Chile.



      BENELUX


      Considerado o embrião da União Europeia, este bloco econômico envolve a Bélgica, Holanda e Luxemburgo. OBENELUX foi criado em 1958 e entrou em operação em 1 de novembro de 1960.



      UEAA - União Euroasiática


      Bloco de integração política e econômica composto por Rússia, Belarus e Cazaquistão. Tem como fundamento principal a união aduaneira entre estes três países, estabelecendo a livre circulação de serviços, produtos e pessoas. O mais novo bloco econômico entrou em vigor a partir de 1 de janeiro de 2015.




      Fontes


-http://www.infoescola.com/


Globalização


O que é Globalização - Conceito


      O conceito de Aldeia Global se encaixa neste contexto, pois está relacionado com a criação de uma rede de conexões, que deixam as distâncias cada vez mais curtas, facilitando as relações culturais e econômicas de forma rápida e eficiente.
      Podemos dizer que é um processo econômico e social que estabelece uma integração entre os países e as pessoas do mundo todo. Através deste processo, as pessoas, os governos e as empresas trocam idéias, realizam transações financeiras e comerciais e espalham aspectos culturais pelos quatro cantos do planeta.


Origens da Globalização e suas Características


      Muitos historiadores afirmam que este processo teve início nos séculos XV e XVI com as Grandes Navegações e Descobertas Marítimas. Neste contexto histórico, o homem europeu entrou em contato com povos de outros continentes, estabelecendo relações comerciais e culturais. Porém, a globalização efetivou-se no final do século XX, logo após a queda do socialismo no leste europeu e na União Soviética. O neoliberalismo, que ganhou força na década de 1970, impulsionou o processo de globalização econômica.
      Com os mercados internos saturados, muitas empresas multinacionais buscaram conquistar novos mercados consumidores, principalmente dos países recém saídos do socialismo. A concorrência fez com que as empresas utilizassem cada vez mais recursos tecnológicos para baratear os preços e também para estabelecerem contatos comerciais e financeiros de forma rápida e eficiente. Neste contexto, entra a utilização da Internet, das redes de computadores, dos meios de comunicação via satélite etc.
      Uma outra característica importante da globalização é a busca pelo barateamento do processo produtivo pelas indústrias. Muitas delas, produzem suas mercadorias em vários países com o objetivo de reduzir os custos. Optam por países onde a mão-de-obra, a matéria-prima e a energia são mais baratas. Um tênis, por exemplo, pode ser projetado nos Estados Unidos, produzido na China, com matéria-prima do Brasil, e comercializado em diversos países do mundo.
      Os benefícios da globalização são óbvios, mas o sistema atual é injusto. Podemos concluir que a globalização realmente atendeu as expectativas de tornar o trabalho das pessoas mais produtivo e de trazer benefícios significativos a um grande numero de pessoas do mundo, mas excluiu definitivamente outra enorme parcela da população dos mesmos, conseguiu mostrar que não importa a raça ou o sexo, mas sim a preparação e disposição do individuo para caminhos para aqueles que estão dispostos a dar grandes passos. Para que ela surja efeitos desejados deve assegurar a todos um desenvolvimento social mais igualitário.

Fontes
http://www.infoescola.com/

Tromba D'água

     É um tornado que se forma sobre a água, mais comumente sobre o mar, em condições de alta umidade e forte calor surgindo tão rápido quanto se desfazem.


      Os tornados são uma imensa coluna de ar giratória que se estende desde a base da nuvem que o gera (chamada de cumulonimbus, nuvem em forma de bigorna que pode chegar a 35km de altura) até a superfície do continente ou da água, sendo neste caso chamado de “tromba d’água”.


      É importante não confundir tornado com furacão: o segundo pode atingir centenas de quilômetros de diâmetro e sempre surge sobre os oceanos que é o local de onde retira sua energia destrutiva e pode durar vários dias percorrendo diversos lugares. Já o tornado é mais localizado, raramente ultrapassa 1km de diâmetro e dura apenas alguns minutos (são raros os que duram 1 hora, por exemplo).





Abaixo temos um vídeo no qual mostra uma tromba d'água:



Fontes


http://www.inpe.br
http://www.inmet.gov.br

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Renda per Capita


Renda per capita  é o nome de um indicador que auxilia o conhecimento sobre o grau de desenvolvimento de um país e consiste na divisão do coeficiente da renda nacional (produto nacional bruto subtraído dos gastos de depreciação do capital e os impostos indiretos) pela sua população. Por vezes o coeficiente  denominado  produto interno bruto é usado.

No original em latim, a expressão "per capita" significa "por cabeça", portanto trata-se de uma renda por cabeça, ou seja, considerando-se membros da população em particular e sua participação na renda total do país.

Embora seja um índice muito útil, por se tratar de uma média amplamente utilizada na literatura econômica em geral, tal coeficiente esconde várias disparidades na distribuição de renda. Um país, por exemplo, pode ter uma boa renda per capita, mas um alto índice de concentração de renda e grande desigualdade social

Também é possível que um país tenha uma baixa renda per capita mas não haja muita concentração de renda, não existindo assim grande desigualdade entre ricos e pobres. Atualmente, os países com a mais alta renda per capita são, em primeiro lugar Luxemburgo, segundo Noruega, e em terceiro os Estados Unidos.

Também é importante notar que é impossível comparar as rendas per capita dos vários países com precisão, porque os preços de produtos similares não são iguais e as diferenças entre os preços dos produtos são desproporcionais entre si, o que torna impossível saber com certeza se um país X tem uma renda per capita maior que um país Y, mesmo usando corretores de PIB per capita. As estatísticas de renda per capita são usadas para se ter uma ideia grosseira do nível de vida dos habitantes de vários países e da produtividade industrial desses mesmos países.

A renda per capita ou renda média para cada habitante de um país, estado ou região, calcula-se dividindo a Renda total acumulado pelo numero de habitantes do país.

A quantidade total de bens e serviços produzidos num país durante um ano constitui o Produto Interno Bruto (PIB). O PIB refere-se apenas à produção interna, isto é, realizada dentro do país.

Levando em consideração os bens e serviços produzidos no pais, os recursos que entram e que saem, temos o Produto Nacional Bruto (PNB) medido por ano em cada país.

Portanto, o PNB é igual à produção interna mais os recursos vindos do exterior menos os que saem do país. Na prática, contudo, salvo raríssimas exceções, a diferença em valor entre o PIB e o PNB de um país é pequena.

-PIB = toda a produção anual de bens e serviços ocorrida dentro do território do país.

-PNB = PIB + renda (dinheiro) vinda do exterior - renda (dinheiro) que saiu para o exterior.

Tanto o PIB quanto o PNB são índices bastante utilizados para medir o grau de riqueza de um país. Normalmente, os países ricos têm PIB e PNB altos, e os pobres têm PIB e PNB baixos.

A renda per capita mostra a renda média da população. Normalmente os países desenvolvidos têm PIB e renda per capita maiores que os dos países subdesenvolvidos.

Imagens






Fontes



-https://pt.wikipedia.org/wiki/Renda_per_capita

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Geografia Econômica


Geografia Econômica é o ramo do conhecimento responsável por compreender a lógica da produção e distribuição das atividades econômicas. Além disso, ela visa entender a influência dessas manifestações produtivas sobre o espaço geográfico e as interferências que o meio realiza sobre elas.
Podemos considerar que o espaço geográfico, tanto no meio urbano quanto no meio rural é essencialmente produzido, ou seja, é construído pelas práticas humanas. O estabelecimento dessas práticas está, quase sempre, relacionado à manifestação de condutas no meio financeiro e tecnológico que irão sustentar ações de impacto.
Um exemplo dos efeitos econômicos sobre o meio geográfico é a ocorrência III Revolução Industrial que, via “revolução verde”, conseguiu dinamizar e, ao mesmo tempo, mecanizar a produção no campo, o que teve como consequência a ampliação da fronteira agrícola no Brasil e a intensificação do êxodo rural nas sociedades subdesenvolvidas em geral.

Em termos práticos, os estudos de Geografia Econômica costumam ser segmentados em três partes principais:

-distribuição das atividades econômicas e produtivas sobre o espaço;

-história das estruturas econômicas;


-análise das composições da economia em nível regional e suas relações com a dinâmica global.

Veja o link abaixo:


Imagens



*A concentração espacial dos fatores produtivos.

Fontes


-http://www.mundoeducacao.com/geografia/geografia-economica.htm

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Domínios Morfoclimáticos do Brasil



Características dos Domínios Morfoclimáticos


      Os domínios morfoclimáticos (d.m) é a combinação de características naturais como relevo, clima, vegetação, hidrologia e solos.



  No Brasil, o geógrafo Aziz Ab'Saber foi o  responsável pela classificação dos seis domínios morfoclimáticos no Brasil. 















      Esta classificação foi feita pelo geógrafo Aziz A'Saber em 1970, denominando seis domínios no Brasil.

Domínio Equatorial Amazônico

Localização Geográfica

      Localizado ao norte do Brasil, o domínio Amazônico é a maior região morfoclimática,com uma área de aproximadamente 5 milhões km² – equivalente a 60% do território nacional – abrangendo os Estados: Amazonas, Amapá, Acre, Pará, Maranhão, Rondônia, Roraima, Tocantins e Mato Grosso.

Povoamento

      A região é pouco povoada, sua densidade demográfica é de aproximadamente 2,88 hab./km². Deve-se ao fato da grande extensão territorial e dos difíceis acessos ao interior dessa área. O Governo em 1970, fez o programa de ocupação populacional na região amazônica, com migrações oriundas do nordeste.

Características Bio-Hidro-Climáticas e Fisiográficas

      Este domínio tem grande influência fluvial, pois se encontra a maior bacia hidrográfica, á Bacia Amazônica. A dois tipos de estações flúvio-climáticas, a estação das cheias dos rios e a estação da seca. Por ter uma enorme rede hidrográfica, o transporte fluvial e o aéreo são muito utilizados devido às facilidades encontradas neste domínio. Por se tratar de uma floresta equatorial, e com um bioma diversificado, encontra-se espécies de árvores como: castanha-do-pará, seringueira, carnaúba, mogno, etc. (essas duas últimas em extinção); os animais: peixe-boi, boto-cor-de-rosa, onça-pintada; e a flora com a vitória régia e as diversas orquídeas.
      Essa riqueza já não pode se dizer em relação a agricultura, pois com a retirada da vegetação nativa, transforma o solo num grande alvo da erosão, devido as fortes chuvas ocorridas na região. A rede hidrográfica é outra fonte de potencialidade econômica da Amazônia, pois seus leitos fluviais são de grande piscosidade, o que torna a área num importante atrativo natural para o turismo, às indústrias pesqueiras e a população ribeirinha. Com um clima equatorial, sem muitas mudanças de temperatura ao longo do ano, a região amazônica diferencia-se apenas nas épocas das chuvas (ou cheias dos rios) e das secas. Assim, faz com que a Amazônia torna-se uma área de terras baixas.


Domínio Morfoclimático dos Cerrados

Localização Geográfica



      Nesta área encontra-se as formações de chapadas ou chapadões como a Chapada dos Guimarães e dos Veadeiros, a fauna e flora ali situada, são de grande exuberância, tanto para pontos turísticos, como científicos. Na região do Cerrado estão três nascentes das principais bacias hidrográficas brasileiras: a Amazônica, a São-Franciscana e a Paranáica.
      Sendo o segundo maior domínio por extensão territorial inclui neste espaço os Estados: do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul, do Tocantins (parte sul), de Goiás, da Bahia (parte oeste), do Maranhão (parte sudoeste) e de Minas Gerais (parte noroeste).

Povoamento

      Por se localizar no interior brasileiro, o povoamento e a ocupação territorial nesta região era fraca, mas o governo federal interviu com os programas de políticas de interiorização do desenvolvimento nos anos 40 e 50, e da política de integração nacional dos anos 70. A primeira é baseada, principalmente, na construção de Brasília e a segunda, nos incentivos aos grandes projetos agropecuários e extrativistas, além de investimentos de infra-estrutura, estradas e hidroelétricas.

Características Bio-Hidro-Climáticas e Fisiográficas

      Centrada no planalto brasileiro, o domínio do cerrado é dividido pelas formações de chapadas que existem ao longo de sua extensão territorial, estas que são “gigantescos degraus” com mais de 500 metros de altura. Com sua flora única, constituída por árvores herbáceas tortuosas e de aspecto seco, devido à composição do solo, deficiente em nutrientes e com altas concentrações de alumínio, a região passa por dois períodos sazonais de precipitação, os secos e os chuvosos. Com sua vegetação rasteira e de campos limpos, o clima tropical existente nesta área, condiz a uma boa formação e um ótimo crescimento das plantas.

Domínio Morfoclimático de Mares de Morros

Localização Geográfica

      Este domínio estende-se do sul do Brasil até o Estado da Paraíba (no nordeste), obtendo uma área total de aproximadamente 1.000.000 km². Situado mais exatamente no litoral dos Estados do: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, da Bahia, Sergipe, de Alagoas, de Pernambuco, da Paraíba; e no interior dos Estados, como: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

Povoamento

      Como encontra-se na região litorânea leste do Brasil, foi o primeiro lugar a ser descoberto e colonizado pelos portugueses.É neste domínio que estão as duas maiores cidades brasileiras – São Paulo e Rio de Janeiro. Isto se deve a antiga constituição das duas cidades como centros econômicos, integradores, culturais e políticos.

Características Bio-Hidro-Climáticas e Fisiográficas

      Como o próprio nome já diz, é uma região de muitos morros de formas residuais e curtos em sua convexidade, com muitos movimentos de massa generalizados.Tem uma significativa rede de drenagens, somados à boa precipitação existente, que é devido à massa de ar tropical atlântica e aos ventos alísios de sudeste, que ocasionam as chuvas de relevo nestas áreas de morros.A vegetação natural é da mata Atlântica, com poucas áreas nativas de suma importância aos ecossistemas existentes. Sua flora e fauna são de grande respaldo ambiental. Como a sua extensão territorial alarga-se entre Norte – Sul, seu clima dependerá da sua situação geográfica, diferenciando-se em: tropical, tropical de altitude e subtropical.

Domínio Morfoclimático das Caatingas

Localização Geográfica

      Situado no nordeste brasileiro, o domínio morfoclimático das caatingas abrange em seu território a região dos polígonos das secas. Com uma extensão de aproximadamente 850.000 km², este domínio inclui o Estado do Ceará e partes dos Estados da Bahia, de Sergipe, de Alagoas, de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Piauí.

Povoamento

      Sendo uma das áreas junto ao domínio morfoclimático dos mares de morros, de colonização pelos europeus (portugueses e holandeses), sua história de povoamento já é bastante antiga. A caatinga foi sempre um palco de lutas de independência, seja ela escravista ou nacionalista. A região tornou-se alvo de bandidos e fugitivos contrários ao Reinado Português e posteriormente ao Império Brasileiro. Como o domínio das caatingas localiza-se numa área de clima seco, logo chamou a atenção dos mesmos para refugiarem-se e construírem suas “fortalezas”, chamados de cangaceiros.Entretanto, o clima “desértico” da caatinga, prejudicou muito a ocupação populacional nesta região, sendo que a caatinga continua sendo uma área preocupante no território brasileiro em vista do seus problemas sociais, que são imensos.

Características Bio-Hidro-Climáticas e Fisiográficas

      Com o seu clima semi-árido, o solo só poderia ter características semelhantes. Mesmo tendo aspectos de um solo pobre, a caatinga nos engana, pois necessita apenas de irrigação para florescer e desenvolver a cultura implantada. Tendo pouca rede de drenagem, os mínimos rios existentes são em sua maioria sazonais ao período das chuvas, que ocorrem num curto intervalo durante o ano. Porém existe um “oásis” no sertão nordestino, o Rio São Francisco, vindo da região central do Brasil, irriga grandes áreas da caatinga, transformando suas margens num solo muito fértil. Neste sentido, comprova-se que a irrigação na caatinga pode e deve ser feita com garantia de bons resultados. Outro fato que chama a atenção, é a vegetação sertaneja, pois ela sobrevive em épocas de extrema estiagem e em razão disso sua casca é dura e seca, conservando a umidade em seu interior. Assim, a região é caracterizada por uma vegetação herbácea tortuosa, tendo como espécies: as cactáceas, o madacaru, o xique-xique, etc.

Domínio Morfoclimático das Araucárias

Localização Geográfica





      Encontrado desde o sul paulista até o norte gaúcho, o domínio das araucárias ocupa uma área de 400.000 km², abrangendo em seu território cidades importantes, como: Curitiba, Ponta Grossa, Lages, Caxias do Sul, Passo Fundo, Chapecó e Cascavel.

Povoamento

      
      A região das araucárias foi povoada no final do século XIX, principalmente por imigrantes italianos, alemães, poloneses, ucranianos etc. Com isto, os estrangeiros diversificaram a economia local, o que tornou essa região uma das mais prósperas economicamente.

Características Bio-Hidro-Climáticas e Fisiográficas

      Atualmente, a vegetação de araucária – chamada de pinheiro-do-Paraná, ou pinheiro-braseleiro – pouco resta, as indústrias de celulose e madeireiras da região, fizeram um extrativismo descontrolado que resultou no desaparecimento total em algumas áreas. A região das araucárias encontra-se no planalto meridional onde a altitude pode variar de 500 metros até cerca de 1.200 m. Isso evidencia um clima subtropical em toda sua extensão que mantém uma boa relação com a precipitação existente nesse domínio, variando de 1.200 a 1.800 mm. Com estas características, o solo detém uma alta potencialidade agrícola, como: milho, feijão, batata, etc.


Domínio Morfoclimático das Pradarias

Localização Geográfica

      Situado ao extremo sul brasileiro, mais exatamente a sudeste gaúcho, o domínio morfoclimático das pradarias compreende uma extensão, segundo Ab’Saber, de 80.000 km² e de 45.000 km² de acordo com Fontes & Ker – UFV. Tendo como cidades importantes em sua abrangência: Uruguaiana, Bagé, Alegrete, Itaqui e Rosário do Sul.

Povoamento

      Caracterizado por um baixo povoamento, a região destaca-se grandes pelos latifúndios agropastoris, que são até hoje marcas conhecidas dos pampas gaúchos. Devido à proximidade geográfica com a divisão fronteiriça de dois países (Argentina e Uruguai), ocorreram várias tentativas de anexação dos pampas a uma destas nações – devido aos tratados de Madrid e de Tordesilhas. Mas as tentativas foram inválidas, hoje os pampas continuam sendo parte do território brasileiro.

Características Bio-Hidro-Climáticas e Fisiográficas

      Como é uma área também chamada de pradarias mistas, o solo condiz ao mesmo. Segundo Ab’Saber, que o caracteriza como diferente de todos os outros domínios morfoclimáticos, existindo o paleossolo vermelho e o paleossolo claro, sendo de clima quente e frio. Devido guardar materiais ferrosos e primários, sua coloração vêem a ser escura. Estabelecido por um clima subtropical com zonas temperadas úmidas e sub-úmidas, a região é sujeita a sofrer alguma estiagem durante o ano.


Fontes


http://www.brasilescola.com/brasil/dominios-morfoclimaticos.htm